A literatura em festa<br>na Festa do Livro

Domingos Lobo

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Já dos campos nos chegava
A voz da fome desperta
Era o trabalho que entrava
Pela porta da esperança aberta

(mural no espaço Alentejo)

Um mundo de livros, espaço apinhado de gente a olhar, a folhear, a comprar livros, gente que faz, também do livro, com o livro, a Festa dos sentidos. Mostra plural, milhares de títulos, dezenas de editoras presentes – neste particular o destaque vai, naturalmente, para as Edições Avante!, com alguns dos livros fundamentais para a compreensão do nosso tempo, do país que somos e do mundo em que vivemos –, encontro privilegiado de quem gosta de ler, de pensar, de intervir; gente de todos os quadrantes, de todas as idades em busca da palavras, das palavras com as quais também se urde a vida, a luta e o futuro: uma Festa dentro de uma Festa maior, que é única, sempre nova e diferente, irrepetível.

As apresentações das novidades, tanto das Edições Avante!, como da Editora Página a Página, pontuaram os momentos mais altos de convívio, tendo sempre o livro, e o que eles expressam, como motivo de intervenção e debate de ideias.

Nove títulos, nove livros novos, tiveram lançamento na Festa, sempre com a presença de um público atento e interveniente.

Vejamos, em síntese, as sessões de lançamento desses nove novos títulos: A Guerra Colonial – A Conspiração, de José Jorge Martins. António Negrão, que apresentou este novo texto, o segundo do autor versando a Guerra Colonial, referiu que o livro de José Martins nos fala da «linha justa», ou seja, o autor percebeu, ainda enquanto militar do exército português, que a luta de libertação levada a cabo pela Frelimo se incluía no processo mais vasto da luta contra o poder fascista e que, nessa luta, ambos os povos, o português e o moçambicano se irmanavam. Assim, diz-nos António Negrão, há neste livro um nível superior de consciencialização política.

O livro de José Jorge Martins, Guerra Colonial – A Conspiração, é um thriller sobre o estranho afundamento do navio Angola nas águas do Índico e os acontecimentos dramáticos que atingiram a sua tripulação.

Adeus Faraó, Nós Só Adoramos o Sol, de Nuno Gomes dos Santos. Prémio de Almada, em 2012, este novo romance de Nuno Gomes dos Santos é, nas palavras de José Barata-Moura, que dele fez uma apresentação profunda, informada e pontuada por um humor de primeira água, um livro estimulante no seu conteúdo e nos modos de leitura que propõe; há nele todo um miolo às voltas, o sofrimento em fractura, um montado processo de enlouquecimento. Livro determinado, diz-nos Barata-Moura, sobretudo nos modos como o autor nele resolve a dialéctica forma/conteúdo. Livro bem cerzido, saber de artista. Estamos perante um livro forte, livro que se lê bem, mas é para ser bem lido.

Nuno Gomes dos Santos, manifestamente sensibilizado com as palavras do amigo e camarada José Barata-Moura, referiu: eu acho que não escrevi este livro de que fala Barata-Moura; o livro de que ele falou é bem melhor que o meu. A ler vamos.

Contra Todas As Evidências – (Poemas Reunidos II), de Manuel Gusmão. Carina Infante do Carmo na apresentação deste livro, que reúne 3 obras deste cultor maior da nossa língua e da actual poesia portuguesa (Teatros do Tempo; Os Dias Levantados; Migrações do Fogo), referiu ser este um livro de grande poesia, que dá muito prazer apresentar. Manuel Gusmão pertence à linhagem de poetas/críticos como Fernando Pessoa ou Jorge de Sena. Este livro, reunindo três grandes títulos de Gusmão, faz sentido, suscita um diálogo interno mais próximo e abrangente entre estes textos. Há neles o sentido da História e da participação na História, o conhecimento, a evolução, o trazer à memória factos passados: trazem ao de cima a tradição revolucionária, a memória daqueles que não deixaram de pensar e transformar o mundo. Poesia muito reflexiva, que pensa a linguagem e a imaginação humana e inclui nele os sentidos – os que transportamos e atribuímos ao mundo. Manuel Gusmão, concluiu Carina Infante do Carmo, citando Urbano Tavares Rodrigues, Poeta da Memória, do Amor e do Futuro.

Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal – V Volume. Devemos, desde já, salientar o papel determinante e meritório que Francisco Melo vem desenvolvendo na anotação, pesquisa e organização destes textos de Álvaro Cunhal. Obra monumental, acervo das ideias políticas, sociais e culturais de uma das figuras marcantes e incontornáveis da História portuguesa, este V volume reúne a produção teórica de Álvaro Cunhal dirigida aos militantes do Partido e entrevistas concedidas a vários jornais estrangeiros e nacionais, num período que vai do 25 de Abril de 1974, até ao golpe reaccionário do 25 de Novembro. Livro fundamental para que possamos entender os dias de hoje, para inferirmos dos motivos de termos chegado a esta apagada e vil tristeza. Nele, diz-nos Cunhal: É a Aliança Povo/MFA que fará avançar o processo revolucionário. Nessa Aliança o PCP tem um papel fundamental: não é possível construir o socialismo e a democracia sem o PCP. (...) O PS gostaria de estabelecer em Portugal uma democracia de tipo ocidental, na qual o poder dos monopólios e do grande capital seja determinante. As questões da adesão de Portugal à CEE e da independência nacional, estão igualmente reflectidas com rara lucidez e análise dialéctica – e de marcante actualidade – neste V volume das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal.

3 Ensaios Sobre Pensamento Político e Estético de Álvaro Cunhal, de José Barata-Moura. Na apresentação desta obra de um dos grandes ensaístas e filósofo respeitado que é José Barata-Moura, o 21.º livro de uma já vasta produção ensaística e literária, disse Pedro Maia: Livro sobre o pensamento político e estético de Cunhal, que reúne os textos que o autor produziu para as Comemorações dos 100 Anos de nascimento de Álvaro Cunhal. Longa, profunda reflexão, numa visão dialéctica e marxista, sobre a obra de Cunhal. (...) Um Cunhal surpreendente para muitos o que neste livro se revela. Cunhal pensa a Arte como função vital da vida e, citando Shelley, diz-nos Pedro Maia: O caminho para a cabeça tem de ser aberto pelo coração, ou, regressando à obra de Barata-Moura, Numa revolução a bota de 7 léguas não será o calçado mais apropriado.

Angola, Os Anos Dourados do Colonialismo – A Insurreição, de Mário Moutinho de Pádua. Da apresentação de Domingos Lobo, salientamos: Livro que de forma lapidar nos mostra o lado pouco civilizado (para ser benevolente) da nossa colonização exemplar, contrapondo os factos à propaganda do regime, a qual se esforçava por demonstrar que a brandura dos nossos costumes consubstanciava uma ausência total de conflitos rácicos e que a harmonia entre brancos e pretos era uma constante e imagem de marca do humanismo português. Mário Pádua reflecte sobre a realidade que percepciona, tomando partido, empenhado, dialéctico, crítico, sempre do lado justo da História.

Catarina Eufémia, Militante Comunista, Mulher de Abril, de José Casanova. O autor traça, de Catarina Eufémia, com rigor, o perfil, situando-a no tempo histórico que lhe coube viver e face às lutas que o povo alentejano em particular, e o povo português na generalidade, desenvolviam contra a opressão fascista. O autor não quis, não procurou neste texto, escamotear a sua condição de militante e dirigente comunista, nem era natural que o fizesse. É assumindo plenamente essa condição que José Casanova nos devolve, transformados pelo labor de um escritor de vastos recursos, de memória viva e actuante, esse tempo e suas ponderosas linhas de acção e de combate. Palavras de Domingos Lobo na apresentação deste novo livro de José Casanova.

O Partido Comunista Português e a Luta Sindical – II – Na apresentação deste 2.º volume estiveram presentes duas figuras que ao longo de décadas vêm marcando a vida política e sindical portuguesa: Domingos Abrantes e José Ernesto Cartaxo. Este 2.º volume prossegue a importante tarefa de dar a conhecer, de forma sistematizada, aos membros do PCP, ao movimento sindical e todos quantos se interessam pelo processo de formação e desenvolvimento do movimento operário e sindical português, algumas das tomadas de posição do Partido ao longo dos anos sobre questões candentes do movimento sindical, das Comissões de Trabalhadores e de todo um conjunto de orientações para a intervenção dos membros do Partido nesta frente de luta.

Também sobre a história do movimento operário, sobretudo na primeira metade do século XX, trata o livro A CUF no Barreiro, Realidades, Mitos e Contradições, de António José Ferreira, Armando Sousa Teixeira e Carlos Oliveira «Carló». A apresentação deste magnífico livro, profusamente ilustrado com fotografias da época mais intensa da laboração desse que foi o maior complexo industrial do país, esteve a cargo de Carlos Carvalhas e contou ainda com a participação, saudada pelo público que em grande número participou no evento, de Odete Santos.

Este livro é a história dos mitos e contradições do que foi o nosso mais importante centro químico/industrial, instalado por Alfredo da Silva, no Barreiro e que para sempre moldaria aquele território e deixaria profundas marcas no seu tecido sócio-cultural, humano, político e urbanístico. Começado a ser construído em 1907, nos primórdios da nossa atrasadíssima «revolução industrial», este colosso fabril veio a ser desmantelado de forma miserável pelos obreiros da deriva neoliberal que, após o golpe reaccionário de 25 de Novembro, tomou conta do poder em Portugal. Rigoroso na análise e informação sobre esse período da nossa história, este livro é um precioso acervo para a nossa memória colectiva, nomeadamente para a história do movimento operário em Portugal, suas lutas, vitórias e contradições.

Nove livros que fizeram, também, a nossa Festa e cuja leitura nos servirá de lastro para o futuro.

 



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